Notinha
Outubro 28, 2008
Fui informando ontem, na mostra Nordeste de curtas do Festival Curta Natal, que Deserto Feliz não vem mais. Aconteceu algum problema que impediu a vinda do pessoal de Pernambuco, muito triste isso, estava “superafim” de ver novamente o filme de Paulo Caldas, mas é isso, um dia eu conseguirei uma cópia dele pra mim. E hoje tem mais festival, ontem tava bonito de ver, sala lotada e bons curtas.
E os curtas
Outubro 27, 2008
Tá rolando o Festival Curta Natal, no Moviecom e a entrada é franca. Eu estava um pouco por fora de toda programação, mas eu fui olhar direitinho hoje e vi que está rolando uma mostra nordeste. Fiquei mais empolgado em saber que terça vai passar Deserto Feliz, filme de Paulo Caldas que ganhou 6 prêmios no Festival em Gramados. Há dois dias eu havia comentado que tinha assistido sua estréia no Shopping Tacaruna em Recife, e agora vou ter a oportunidade de assistir pela segunda vez, coisa que adoro fazer. Na terça farei alguns comentários a respeito do filme.
Não pude prestigiar o evento no sábado e nem no domingo, mas nessa semana farei o possível para dar uma conferida no que o pessoal anda fazendo. Sexta-feira eu fui e gostei do que vi, claro que sempre tem um ou dois curtas que são fracos, mas no geral foi muito bom. Perdi, no sábado, a oportunidade de ver na telona o clipe que eu e meus amigos fizemos para uma banda local, mas tudo bem, não é o fim do mundo. Só quero mesmo deixar a dica para quem estiver afim de curtir novas ondas e novas tendências na sétima arte, o Curta Natal é uma ótima opção.
Rapidinha
Outubro 27, 2008
Bom brasileiro
Outubro 23, 2008
Não é nada de patriotismo, mas estou numa onda de (re)ver filmes nacionais. Essa vontade surgiu do nada e talvez me leve a ter alguma intenção no futuro, mas, por hora, tenho apenas a curiosidade de saber o que anda(va) passando na cabeça dos cineastas brasileiros. No meu trabalho tem uma porção de filmes brazucas, tratei logo de comprar uma pilha de dvd’s virgens para fazer a cópia e guardar no meu acervo de filmes piratas.
Assisti o filme Árido Movie, de Lírio Ferreira, que conta a história de Jonas, jornalista e “homem do tempo” de uma rede de televisão em São Paulo, que nasceu no interior de Pernambuco, numa remota cidade, mas que logo cedo foi para Recife com sua mãe deixando o pai e o resto da família para trás. Tempos depois, com a morte do seu pai, Jonas é obrigado a voltar para seu lugar de origem, pois sua vó só faria o enterro quando ele chegasse para se despedir. A partir daí a trama se desenrola e coloca Jonas na complicada situação de ter a sensação de perder algo que nunca teve e de participar de uma história a qual nunca teve um papel. Lírio Ferreira, o diretor, teve boas sacadas, contou com a participação de alguns atores tarimbados e, como é de praxe no novo cinema pernambucano, mostrou uma excelente fotografia e uma montagem supimpa. Delegou Otto para a trilha sonora e o cara não decepcionou. Para quem se interessa por produção cinematográfica nacional, este é um bom filme, recomendo.
Há quem não goste de cinema nacional, mas temos que concordar que aos poucos ele vem ganhando força dentro do país e que a quantidade é equiparável com a qualidade. Os incentivos para as produções brasileiras vem aumentando e as oportunidades deles serem exibidos nos cinemas de todo o país vem crescendo também. Mês passado, em Recife, assisti a estréia do filme Deserto Feliz, uma produção pernambucana, com direção de Paulo Caldas, em pleno Shopping Tacaruna, isso é fantástico e nos faz acreditar que a retomada do cinema brasileiro está chegando. Vamos torcer também que Natal e outras cidades também entrem de vez nessa “new wave”, pois é melhor para o Brasil e serve de estímulo para novos cineastas brazucas. Prometo depois escrever mais alguma coisas sobre o cinema nacional e abordar as produções aqui do Nordeste, esse post merece uma pesquisa mais detalhada e que eu arranje tempo para assistir mais e mais filmes tupiniquins.
Os ventos estão mudando
Outubro 23, 2008
Boa sensação essa de estar produzindo e, principalmente, de perceber que está colhendo bons frutos. A semana começou fervendo, muitas cabeças pensando em prol de um objetivo, e isso, realmente, é estimulante. É ótimo ver que as pessoas estão focadas e cada vez mais antenadas com a proposta do nosso curso de comunicação. Afirmo, sem medo, que muitos estão adquirindo uma experiência fantástica e que levarão para o mercado de trabalho, quando este der oportunidade. Quem quiser conferir o resultado do trabalho é só ligar na TVU às 14h. Hoje tivemos a primeira edição, que foi um sucesso. O programa se chama Estúdio Livre, e é totalmente produzido por alunos do curso de Comunicação Social. Vale a pena conferir. São os novos comunicadores do RN botando a cara pra bater.
Enquanto isso…
Outubro 19, 2008
Quem é vivo sempre aparece
Outubro 17, 2008
Não tenho medo dizer que Oasis é uma das minhas bandas preferidas do cenário pop britânico. Sou aquele fã de ter todos os álbuns; conhecer muitos b-sides; saber o nome de cada integrante e algumas coisitas mais que envolvem o grupo. Até então tudo normal, mas confesso que ultimamente minha relação com a banda estava morna, havia algum tempo que não escutava um disco sequer dos caras e, sinceramente, os motivos foram simplesmente a descoberta de outras coisas tão boas ou melhor quanto.
Voltando no tempo, em meados de 94, chega às lojas o Definitely Maybe, um disco clássico da banda, que abriu as portas do mercado para eles. Quem é fã sabe que esse é, sem dúvidas, o melhor disco dos caras, por ser o primeiro, os caras estavam fervendo e ávidos em abraçar o mundo com as pernas. Dois anos depois surge o álbum (What´s the Story) Morning Glory , que veio consagrar a banda como uma das mais importantes da década de 90, emplacou sucessos nas rádios e em algumas novelas brazucas, eles chegaram ao estrelato. Pois bem, as consequências poderiam não ser boas após esses dois primeiros discos e, realmente, não foram. Em 97, chega às lojas o Be Here Now, disco com mais excesso de “viagens”, que os irmãos Gallagher fizeram, haja vista a quantidade de drogas que Noel Gallagher consumiu para gravar esse álbum, aliás, todos eles chegaram ao extremo, e assumem que o álbum foi um fracasso, tanto é que hoje nenhuma música deste disco é executada nos shows dos caras, eu, como fã, gosto do álbum, só acho que a quantidade cavalar de cocaína acabou tirando um pouco a percepção deles.
Lançaram um disco de b-sides, o The Masterplan (1998), e em seguida surgiram as mudanças na formação da banda, mas os irmãos Gallagher continuavam firmes e fortes, então veio o Standing On The Shoulders of Giants (2000), depois o Heathen Chemistry (2002), este último emplacou alguns hits. Nesses dois álbuns, notava-se alguma mudança, mas era inevitável o questionamento dos fãs sobre a idéia de que o Oasis não fariam mais um disco como o seus dois primeiros, sendo que para mim, ambos os discos tinham e tem sua qualidade, a diferença básica é que os tempos eram outros e os irmãos Gallagher tinham que se adaptar.
Após um recesso de 3 anos, sai o Don´t Believe The Truth, um álbum que mostrou uma evolução da banda, um sinal de que eles estavam se encontrando novamente como músicos, mas ainda não era o ponto ideal, alguns pecados ainda foram cometidos, porém, o importante é que era notória a intenção da banda de amadurecer. Eis que agora, no segundo semestre de 2008 surge o Dig Out Your Soul, o mais novo e interessante trabalho do grupo de Manchester. A semente plantada no disco anterior floreceu, agora temos, finalmente, o amadurecimento dos irmãos Gallagher (já estava passando da hora). Fiz apenas uma audição e gostei do que ouvi, fiquei surpreso, as melodias estão com mais punch e nada de excessos, deu pra notar que esses problemas foram sanados e aquelas baladas mela-cueca, felizmente, não apareceram nesse álbum, enfim, um disco que marca a retomada do Oasis ao cenário pop e o coloca numa posição respeitável novamente. Para quem chegou achar que a fonte tinha secado, afirmo que se enganou, pois os irmãos marketeiros ainda tem muito o que mostrar e Dig Out Your Soul é prova disso, um álbum musicalmente redondinho, sem nenhuma faixa que comprometa a qualidade, porque, graças a God, é um disco todo rock. E minha relação com banda, que andava um pouco morna, agora está reatada.
Já tem data certa para chegar
Outubro 17, 2008
Para a alegria da gurizada, os rapazes do Franz Ferdinand revelaram o dia do lançamento do disco Tonight: Franz Ferdinand, nome este que já havia sido divulgado há alguns meses. O produto estará à disposição nas lojas do Reino Unido no dia 26 de janeiro, nos EUA no dia seguinte e na internet, se tivermos sorte, alguns dias antes do lançamento oficial. O grupo se apresentou em Nova York e agraciou os espectadores com algumas canções do novo disco, deixando o público ancioso. Enquanto isso ficamos por aqui aguardando o novo trabalho dos caras e rezando para que vaze na net o quanto antes.
Cláudio Assis e algumas escatologias
Outubro 16, 2008
Após assistir pela terceira vez Baixio das Bestas, eu acredito que Cláudio Assis poderia consultar um psicólogo. Como em Amarelo Manga, seu primeiro longa-metragem, podemos perceber que as idéias de Assis conspiram para o fim do mundo e que os homens estão se destruindo moralmente, ou seja, o caos. Não que ele esteja errado em pensar assim, mas o seu segundo longa aborda o ser humano na mais podre e destrutiva face, e que, sinceramente, causa apenas impacto visual. Caso a intenção dele tenha sido alertar as pessoas quanto a banalização do homem, infelizmente, nesse filme, ele não logrou êxito. Ei Cláudio, que mundo é esse que tu vive ein?
Baixio das Bestas tem uma fotografia impecável, a direção ficou por conta de Walter Carvalho que mostrou todo seu talento em enquadramentos ousados e imagens supersaturadas, conta também com a benevolência de atores consagrados como Matheus Nachtergaele, Caio Blat e Dira Paes, que fazem cenas de nu frontal sem nenhuma cerimônia. Vale salientar que algumas dessas cenas, que envolvem esses atores, são escatológicas e seriam tranquilamente dispensáveis, mas Cláudio Assis quis, e assim ele fez. Muitas cenas chocantes e nada reflexivo. Ficou o choque pelo choque.
A menina Auxiliadora (Mariah Teixeira) é explorada sexualmente pelo seu pai/avô Heitor (Fenando Teixeira) um velho chato, que prega o respeito e a moral, mas que ganha dinheiro exibindo a moça despída para caminhoneiros no posto da cidade. Cícero (Caio Blat), filho mimado da prefeita, estuda no Recife, mas passa uns tempos no interior se divertindo, bebendo, fumando e se envolvendo em esbórnias com seu amigo Everardo (Matheus Nachtergaele) e a prostituta Bela (Dira Paes). Para dar uma quebrada no clima pesado do filme, algumas cenas mostram o duro trabalho dos cortadores de cana e o envolvimento deles com as sambadas, afinal, o filme foi rodado na Zona da Mata, mas esses trechos acabam que sobrepujados pela perversidade e maldade humana que os personagens principais protagonizam.
Em um momento do filme, o personagem de Matheus Nachtergaele diz: “O bom do cinema é que tu pode fazer o que tu quer”. Para mim soa como uma licença poética de Cláudio Assis, uma espécia de auto-permissão para as cenas chocantes do filme, que cá pra nós, são muitas.
Por fim, após algumas conferidas, eu chego a conclusão que Baixio das Bestas é um filme insoso, que tem cenas chocantes, mas que boa parte delas não dizem nada ou não levam a nada, é como escrevi parágrafos acima, é o choque pelo choque e nada mais além disso. Mesmo com tudo isso, não é uma produção descartável. Ponto para a fotografia, mais uma vez, e para alguns momentos de comicidade com palavrões e gírias regionais, mas o roteiro como um todo é fraco. Para ser bondoso, posso dizer que é um filme que, no máximo, intriga pelo choque, pois com o roteiro passa longe disso. E digo mais, Cláudio Assis o mundo é bom cara, acredite.
A liberdade de Marcelo Camelo
Outubro 15, 2008
Dia 8 de setembro chegou às lojas do ramo o novo cd do ex-hermano Marcelo Camelo, intitulado de Sou, mas na arte do encarte se virarmos de cabeça para baixo perceberemos Nós. Tratando-se de um ex-hermano, trocadilhos espertos como esse não poderiam faltar, não é?
O tempo passa e Camelo faz por onde ficar mais velho, ou, no mínimo, de aparentar-se como tal. A questão é que, de fato, ele está mais maduro, parece finalmente ter se encontrado como músico, compositor e artista, livrou-se do fardo de liderar uma das bandas mais aclamadas e idolatradas por universitários e estudantes de comunicação de todo o Brasil, e, mergulhou fundo na sua intimidade para fazer esse disco.
Camelo fez uma parceria com o Terra Sonora para disponibilizar 10 das 14 faixas do seu álbum na internet no formato mp3, uma boa e infalível jogada de marketing, visto que uma semana após o lançamento das faixas na web, o público do Festival Coquetel Molotov, em Recife, cantava todas as faixas em alto e bom som. Lógico que a oportunidade de tocar na capital pernambucana veio a calhar, haja vista a quantidade de hermaníacos que aquela cidade comporta e o fato que Camelo esbanja carinho por aquele lugar e pelo seus fãs. Vale lembrar que ele mesmo ressaltou, eufórico, em algum momento do memorável show: “tinha de ser aqui, tinha de ser hoje, tinha de ser no Recife e tinha de ser com vocês”.
Falando especificamente do disco, a presença da banda Hurtmold e seu instrumental impecável mostra as intenções do ex-hermano em ser o mais forte candidato a ícone da mpb. Pode-se perceber isso na faixa de abertura Téo e a Gaivota que abusa dos detalhes sonoros e, em alguns momentos, você pensa em dormir, mas chega o refrão que tem um balanço bacana e então você acorda, mas depois termina e você pensa logo em passar a faixa para Tudo Passa que tem um título manjado no qual você pensa se Camelo não tinha um nome melhor para a faixa, mas tudo bem, a música tem cara que estaria no possível cd novo do Los Hermanos, ou seria um bom b-side do 4.
Passeando é aquela faixa cabeçuda, onde Camelo mostra sua evolução como violonista e ao fim do dedilhado encaixa algumas palavras para dar aquele charme que não falta aos artistas da mpb. Em seguida temos Doce Solidão que tem um assobio pegajoso, porém, interessante. O ex-hermano tenta afagar os fãs orfãos do Los Hermanos simplesmente dizendo que mesmo sem a banda ele continua sendo bom, e o pior, a música prova que ele está certo. Janta conta com a participação da mais nova pop-star da internet, a jovem Mallu Magalhães, que faz um dueto com Camelo, ora cantando em inglês, ora em português, eis uma das boas faixas do disco que rendeu até choro da menina no instante em que subiu no palco para cantar com ele no Recife.
Mais Tarde, para mim é a melhor de todas, essa é a música mais Los Hermanos do disco e me faz perguntar porque essa música não entrou no disco 4, ao menos melhoraria o conceito do disco. Liberdade é a faixa que mostra toda “vontade” que Marcelo Camelo tinha de continuar com seus queridos hermanos. A participação de Dominguinhos deu brilho à melodia, mais uma boa faixa do disco. Saudade segue a linha instrumental cabeçuda, Menina Bordada e Vida Doce são faixas alegres, mas o ponto alto é a marchinha Copacabana, que me faz relembrar que Camelo é entusiasta desse formato musical e que eu também sou, música muito boa. Santa Chuva, que foi gravada por Maria Rita, ganhou uma versão original, e por incrível que pareça, ficou mais melancólica, do jeito que ele gosta.
Sou ou Nós, como preferirem, apesar de muitos detalhes e estéticas diferentes, não soa pretencioso. É a cara do Marcelo Camelo, que na verdade, nunca soube fazer rock, mas gostava de caminhar por esse lado obscuro e rebelde da música, e hoje prova, mais uma vez, que aquele não era o seu lugar. Agora sim, nesse disco, podemos ver quem é o verdadeiro Camelo e qual sua verdadeira forma de se expressar musicalmente. Vejo esse cd inteiramente instrospectivo, mas que, ao mesmo tempo, abre espaço para mergulharmos no universo solitário do ex-hermano. Um grande e bem feito disco, porém, eu ainda sinto falta do Los Hermanos.












