Dicas de filme

Novembro 28, 2008

No Country for a Old Man (Onde os Fracos Não Têm Vez)

No Country for a Old Man

Vencedor do oscar de melhor filme em 2007, é uma bom opção para sexta à noite, pois é intrigante, instigante e tem uma pequena dose de “horrorshow”. Tenho costume de assitir um mesmo  filme duas ou mais vezes e essa semana tive a oportunidade de revê-lo, o irmãos Coen acertaram em cheio, mereceram as 4 estatuetas. A ótima atuação de Javier Bardem, como um assassino em série, é um dos pontos alto do filme. Recomendo.

Ta’m e Guilass (Gosto de Cereja)

Taste of Cherry

Domingo passado, para minha surpresa, este filme estava sendo exibido no canal Futura. É uma produção iraniana de 1997 e eu já tinha assistido duas vezes, mas mesmo pegando um pouco antes da metade, acabei vendo até o final, é um longa que consegue prender a atenção do espectador. Há quem diga ser uma verdadeira obra-prima do cinema iraniano, mesmo eu não conhecendo muita coisa daquele lugar, acredito que este rótulo já é um grande motivo para você ir atrás e assistir. Recomendo.

É o rock!

Novembro 28, 2008

Ontem, na Assembléia Legislativa, foi realizada a 3ª entrega do Prêmio Rock Potiguar. Assim que cheguei, logo observei algo diferente. Tinha mais gente estranha (funcionários da assembléia) do que pessoas que participam da pseudo-cena rock da cidade e ainda um grupo de mpb fazendo o som ambiente, enfim, ao poucos os rockers foram chegando e logo o salão lotou. Rodrigo colocou The Volta, banda que ele produz, para tocar antes de abrir o evento, pra mim uma péssima escolha, suportei o máximo que pude, aí encontrei alguns comparsas e fui me distrair, ô som ruim viu? Depois do momento sonoro e do bate-papo nos bastidores, começa o que realmente interessa, a entrega dos prêmios. O SeuZé levou tudo, ou quase tudo, inclusive eu, que trabalhei num clipe pra eles, ganhei meu troféu. O produtor Anderson Foca também levou uns prêmios e o Lunares levou o de revelação do rock.

A intenção do idealizador do prêmio, Rodrigo Cruz, é boa, mas todos que estão envolvidos realmente com o que acontece por aqui, perceberam que o cara está um pouco desatualizado, bandas que acabaram estavam concorrendo, bandas que já não circulam tanto na cena também concorreram e ainda, pra acabar, usou o pior critério para premiar as bandas, o tal do voto popular, quem entrasse no site votava livremente, um erro. O evento como um todo estava bagunçado, tanto na apresentação como na platéia, que mostrou mais uma vez imaturidade, promoveram baderna e piadinhas fora de hora que tiraram a já reduzida seriedade da festa. Saldo final, pra mim, foi negativo, torço para que no próximo ano os critérios mudem e que Rodrigo saia de casa pra ver o que realmente acontece por aqui pra não fazer mais um evento sem brilho como o que aconteceu ontem.

Finalmente assumiram

Novembro 25, 2008

Camelo e Mallu

O que todo mundo percebeu no Coquetel Molotov, em Recife, finalmente aconteceu. Aquelas trocas de carinhos, abraços e olhares só poderiam dar nisso. Os principais sites de fofocas já anunciaram a união do ex-hermano Marcelo Camelo (30) com a menina prodígio Mallu Magalhães (16), a confirmação veio no último show da garota, no Morro da Urca no Rio de Janeiro. Ao final do apresentação os dois saíram juntinhos e felizes. Mallu disse ainda  que a diferença de idade não interferia em nada o relacionamento.

RollingStone e suas listas

Novembro 24, 2008

rollingstonebrasil

No mês de aniversário de dois anos no Brasil, a revista RollingStone trás uma lista que enumera os 100 artistas mais importantes da música nacional. Coloquei os 10 primeiros aqui e farei um breve comentário sobre cada artista. Confesso que não concordei com tudo, muito menos com a posição dos outros 90, por isso que não ouso fazer uma lista dessas, mas já que a RS fez, então vamos analisar.

RollingStone:

Jobim

1. Tom Jobim: Merecido. Foi um dos criadores da Bossa Nova, movimento que praticamente direcionou os olhos do resto do mundo para o Brasil, Tom é uma referência quando se trata de música brasileira. Ao longo de sua carreira como maestro, pianista, arranjador e o caraio a quatro, compôs grandes clássicos da música nacional e internacional, consolidou grandes parcerias com alguns integrantes do restante dessa lista e algumas personalidades gringas. Certamente essa não é a primeira e não será a última lista que ele encabeça. Foi um gênio da música.

João

2. João Gilberto: O cara mais chato da música brasileira, foi “vice”, mas bastante merecido, ele, ao lado de Tom,  criou a Bossa Nova. Com a imensa e constante ajuda do parceiro, ele lançou o disco Chega de Saudade (1959), um disco necessário em qualquer discografia de um amante de música nacional.  A forma de cantar sem fazer força e tocar violão de um jeito bem cadenciada, é característica marcante desse baiano de Juazeiro, apesar de ser, quase sempre, intérprete (ele compôs algumas letras),  influênciou toda uma geração de artistas nacionais e com o sucesso de suas músicas no exterior, também conseguiu fazer algumas grandes parcerias em gravações com artistas estrangeiros. Hoje em dia ele prefere ficar em casa e fazer um ou dois shows a cada ano para dizer que não está morto.

Chico

3. Chico Buarque: “Sim, sua mulher daria para o Chico Buarque”. Certamente você já ouviu esse provérbio chinês algum dia na sua vida, mas, sinceramente, ele é tão verdadeiro que é quase uma lei. Desde de jovem, Chiquinho costumava andar com os intelectuais cabeçudos da época, nasceu em berço de ouro e deu nisso que é hoje. Dentre todas as fases que já passou na música, nenhuma diminuiu a outra, pelo contrário, todas se aglutinam e revelam a face de um dos maiores compositores da música nacional. Ele é, praticamente, unanimidade entre críticos e público, suas obras são aclamadas e serão por muito tempo. Só não ficou em primeiro porque, deve ter pego umas dicas de como tocar violão com o maestro Tom e de como cantar (ruim) com João Gilberto.

Cae

4. Caetano Veloso: O superbacana Caetano Veloso se saiu bem, acho que o 4º lugar é justo, foi um dos fundadores da Tropicália, movimento que colocou um pouco de tempero na música nacional e ninguém nunca esquecerá disso. Com uma criatividade anormal, fez um dos melhores discos que eu já escutei, o Transa (1972), e possui uma invejável discografia, eu diria que ele é o camaleão da música nacional, entre no Google e veja as fotos de cada fase dele, se prepare. Caê nunca escondia sua posição política e por isso não era amigo dos militares, foi exilado e tudo mais. Até hoje não revelou sua preferência sexual, mas acredito que ele já experimentou de tudo, na música, no cinema e no teatro, por isso está nessa posição. Coincidência ou não ele saiu de quatro na lista.

Jorge Ben

5. Jorge Ben Jor: Há quem discorde dessa posição conquistada por Jorge Ben (Jor), mas eu andei pensando e vi que isso é um reconhecimento a esse grande compositor brasileiro. Ele, no começo, queria ser João Gilberto, mas faltava técnica suficiente pra tocar violão, como viu que não conseguiria, começou a tocar do seu jeito e aí foi o gol de placa. Criador de verdadeiras obras-primas da música nacional como o Samba Esquema Novo (1969) e a trinca Tábua de Esmeralda (1974), Solta o Pavão (1975) e África Brasil (1976), Jorge Ben, como costumo dizer, era o artista marginal da época, passeou pela Tropicália, namorou com a Jovem-Guarda e paquerou a Bossa Nova, mas foi no Samba-Rock, sua criação, que esse carioca mostrou sua verdadeira importancia para a música brasileira e mundial.

 Rei

6. Roberto Carlos: O “Rei”, certamente, é um dos artistas mais populares desse país, se a lista fosse dos 100 mais conhecidos, ele ganharia fácil. Roberto Carlos já passou por tantas fases que eu não consigo enumerá-las aqui, são tantos sucessos radiofônicos; discos vendidos; corações partidos e claro, talento de sobra, que ele virou artista exclusivo da Rede Globo e ganhou em troca um programa especial que vai ao ar todo fim de ano. Sua popularidade ainda é grande, o que não falta são artistas covers para relembrar os seus grandes sucessos, visto que depois da morte de Maria Rita, ele resolveu tirar umas longas férias. Mesmo assim, ele é e sempre será o “Rei”.

Noel Rosa

7. Noel Rosa: A complicação no parto caracterizou a imagem de Noel Rosa, um sambista  que compôs umas trocentas canções a base de seu bandolim e violão. Com certeza você já ouviu algumas canções dele  sendo interpretada por outros artistas nacionais. Conseguiu, na época, unir a “turma do samba” que era dividida, juntou a turma do morro com a do asfalto e isso mudou a história desse gênero musical. 

Cartola

8. Cartola: O criador da Estação Primeira de Mangueira, uma das Escolas de Samba mais famosas do país, autor de discos antológicos como o Cartola (1976) e o Verde que te Quero Rosa (1977). Pertecente à velha-guarda do samba, compôs outras trocentas músicas com qualidade sonora e, principalmente, poética. Ouso a dizer que o samba só é samba por causa de Cartola. Merecida posição.

Tim

9. Tim Maia: Gosto muito do Tim Maia, principalmente da fase Racional, mas não sei se ele mereceria ficar entre os 10 mais importantes da música nacional. Talvez sua rebeldia e seu jeito escroto de lidar com a mídia e o público da época, tenha tornado sua imagem querida e admirada por muitos. Pra mim é um dos grandes da música nacional, mas acho que existiu(e) gente mais importante que ele. Tim Maia é muito bom, mas forçaram a barra.

Gil

10. Gilberto Gil: O ex-ministro Gilberto Gil tem bons serviços prestados à música brasileira, mas não o colocaria entre os 10 mais importantes. É louvável seu papel na Tropicália, mas não acho seu trabalho genial, talvez seja ignorância minha, mas entre ele e Caetano, eu sempre fui mais o superbacana.

 

Clique aqui para ver o resto da lista.

Mais curtas-metragens

Novembro 13, 2008

Nos dias 10 e 11 desse mês de novembro foi realizado o 4º Curtacom, festival de curtas-metragens organizado pela base de pesquisa COMÍDIA do curso de Comunicação Social da UFRN. O evento aconteceu no auditório da Casa da Indústria e contou com a participação de curtas produzidos por alunos de várias faculdades de todo o país. O festival foi dividido nas categorias: animação, ficção, documentário, experimental e vídeo-clipe. Teve ainda o voto do júri popular para o melhor vídeo de todos os que foram exibidos e uma premiação para a melhor fotografia da mostra fotográfica, que se realizou no salão ao lado do auditório.

O Curtacom desse ano ficou marcado, positivamente, pela “invasão” das faculdades de outros estados e negativamente pela fraca presença dos vídeos locais.  Outro fator negativo foi a pouca quantidade de pessoas para prestigar o evento, ano passado, pelo menos, a sala esteve perto de ficar cheia nos dois dias. Os curtas exibidos esse ano mostraram que aconteceu uma evolução, pequena, mas notável. Boa parte da moçada ficou mais atenta a alguns detalhes e pararam de tratar seus trabalhos com amadorismo, em contrapartida, ainda observei essa mácula em alguns poucos vídeos locais e também de outros estados. Falo isso porque sei que, em anos anteriores, foi bem pior.

Concorri no evento na categoria video-clipe, mas não obtive êxito, visto que, realmente, os outros vídeos passaram por uma produção mais apurada e um excelente apoio técnico, mas sinceramente, nada tão espetaculoso, apenas bons vídeos. Mesmo assim esses fatores me instigaram a querer produzir mais e com mais qualidade, aliás, esse foi o sentimento que tive no fim do primeiro e do segundo dia de festival.

Espero que as pessoas envolvidas com cinema aqui da cidade tenham tomado consciência que esse festival é mais uma forma de fomentar a produção cinematográfica da cidade e que isso sirva de mais um incentivo para produzir . Infelizmente tivemos poucos vencedores locais, porém, acredito que o grande mérito está no reconhecimento de que estamos bem, mas que certamente podemos fazer algo melhor para mostrar tanto aqui como em qualquer outro lugar do país.

Ainda é emocionante

Novembro 3, 2008

Num passado não tão distante fui aficionado por Fórmula 1 e fazia questão de acordar nas madrugadas ou deixar de realizar qualquer atividade para assistir a corrida. Na época de escola, lembro-me de participar de pequenas apostas, os famosos “bolões”, onde apostávamos qual seria o grid de largada e quem venceria o grande prêmio, bons tempos aqueles de infância, cheguei a ganhar alguns trocados nessas brincadeiras e  garanti alguns lanches nos intervalos das aulas.

De uns tempos pra cá eu dei aquela famosa morgada, deixei de acompanhar, uma vez ou outra eu me pegava assistindo uma parte, mas logo após eu desligava, sendo que esse ano eu voltei a assistir, não como antigamente, mas acredito que vi umas 5 corridas completas e mesmo sem ver as outras, sempre procurava me informar a quantas andava a competição. Eu não simpatizava com essa nova geração de Hamilton, Alonso e Massa, admito que, apesar de tudo, sempre torci por Barrichello e até hoje tenho uma pontinha de esperança, porém, não nego que essa turma nova está mostrando serviço, demorei, mas somente agora, depois da decisão de ontem e fazendo uma análise desse campeonato de 2008, percebi que essa geração é muito boa e isso só me deixou com mais vontade de ver a temporada do ano que vem.

Acompanhei a semana toda os bastidores desse GP Brasil e a volumosa babação com o brazuca Fellpe Massa, a Globo e seus jornalistas fazendo de tudo para secar o inglês Lewis Hamilton, mas como sempre, quando ela faz isso, normalmente, o efeito é contrário. Foi assim na Copa do Mundo de 2006, nas Olimpíadas, enfim, o canal do plinplin Galvão Bueno é pé frio. Não pude acompanhar a corrida, pois estava ensaiando, mas ainda peguei as voltas finais e posso dizer que foi emocionante, tirando a frustração na última volta, com a merda que o Timo Glock fez, o GP foi muito bonito, torcida brasileira dando apoio total para o Massa, mesmo ele não ganhando o campeonato, enfim, apesar da derrota do brasileiro, a esperança de vê-lo como campeão da próxima temporada cresceu, ele realmente fincou seus pés entre os mais fortes candidatos e a prova foi ontem, ele fez seu papel direitinho, mas infelizmente, não era a hora. Acredito, ano que vem é nóis na Fórmula 1.