Domben confirmado no DoSol Warm Up 2009.
Março 16, 2009

Depois de confirmar a participação dos japonenes do Vivisik, Fuck On The Beach e The Handsome and the Heartbreakers e dos capixabas do Mukeka di Rato, o Festival Dosol WarmUp 2009 anuncia mais quatro nomes para a programação do nosso aquecimento oficial pro Festival Dosol. São eles Frattelli (RN), Nublado (PB), Domben (RN) e Fetuttines (RN).
O Frattelli é uma das formações que melhor representa a fúria e o poder da música pesada potiguar. Formação tradicional que se apresenta bem pouco e que deve vir “cuspoindo fogo” dividindo palco com os capixabas e japoneses. Um representante potiguar a altura! O Nublado é uma das boas revelações da cena rock/pop paraibana e vem se destacando com show bacanas por lá. A banda inclusive registra seu EP novo aqui no Estúdio Dosol neste final de semana. O Domben vem desde o ano passado num processo evolutivo e acertando uma formação fixa para suas apresentações, também com um som tranquilo e explorando bem melodias e sonoridades. O Fetuttines é a novidade do WarmUp. O projeto faz seu primeiro show durante o evento. O trio Foca, Ana Morena e Camila Masiso, componentes fixos da formação, vão convidar músicos adicionais para suas apresentações. O som experimenta nuances acústicas com guitarras, dissonâncias e programações, tudo com uma veia pop. Um EP com duas faixas começa a ser divulgada via net semana que vem pelo grupo.
As datas do WarmUp estão sendo definidas nos próximos dias. O show dos japoneses já está confirmado pro dia 03 de maio no Centro Cultural Dosol. A idéia é que na semana seguinte role a programação prevista em dois dias na Casa da Ribeira.
Show do Oasis confirmado no Brasil
Março 11, 2009

Finalmente foi confirmado os show do Oasis no Brasil, infelizmente nenhuma cidade do Nordeste entrou no circuito, muito menos Belém, que chegou a ser especulada tempos atrás. A notícia foi dada em primeira mão no site Oasis News Brasil, entrem para saber mais.
Acho que não será dessa vez que verei um show do Oasis, uma das primeiras banda de rock que gostei, banda a qual canto quase todas as músicas e ainda toco no violão, enfim, por enquanto eu posso dizer que o sonho está distante, mas quem sabe o destino prepara algo pra mim, vou ficar no aguardo. Aqui em Natal, alguns fãs já pensam num “bate-volta” para São Paulo, eu, em sã consciência, não consigo imaginar tal ação, mas hoje em dia não duvído mais dessas coisas. Vou começar desde hoje pesquisar passagens de avião na internet.
Festival Nordeste Independente
Março 11, 2009

Saiu a programação completa do Festival Nordeste Independente edição de Natal. Serão dois dias de shows nos dias 27 e 28 de março, começando sempre às 21h no Centro Cultural Dosol. Bandas de três estados estarão presentes com ingressos custando apenas R$2,00.
SEXTA, 27 DE MARÇO, 21H
FESTIVAL NORDESTE INDEPENDENTE
VENICE UNDER WATER (RN)
THE AUTOMATICS (RN)
MALAQUIAS EM PERIGO (PB)
CALISTOGA (RN)
CERVA GRÁTIS (PB)
BUGS (RN)
SÁBADO, 28 DE MARÇO, 21H
FESTIVAL NORDESTE INDEPENDENTE
DRIVEOUT (RN)
FEWELL (RN)
DISTRO (RN)
THE KEITH (PE)
DOMBEN (RN)
GANDHARVA (PE)
Grata surpresa
Fevereiro 3, 2009

Uma das gratas surpresas do final do ano passado, o Little Joy vem para o Brasil fazer uma pequena turnê em algumas importantes capitais do País, dia 7 de fevereiro é a vez de Recife. Mesmo depois do sucesso obtido pelo cd solo do Camelo, o perspicaz Amarante não perdeu tempo e mostrou que também é tão bom quanto e engatou uma parceria com o stroke Fabrizio Moretti. O resultado foi um cd super bacana e viciante. A sorte de nós, que moramos na pontinha de cima do País, é que Recife está a 4 horas daqui, aproximadamente 295 km de distância, e ultimamente, por confluência dos deuses, vem entrando no circuito de shows relativamente interessantes. E olha que ainda tem muito mais por vir, o Rec-beat, o Abril pro Rock e o mais esperado por mim, o Coquetel Molotov.
Eu, que não sou bobo, vou ver o Amarante (ex-hermano?), Fabrizio (Strokes) e a Binki, bem de pertinho, a turma aqui em Natal organizou um bate-volta e eu já me incluí na lista. Agora é só esperar o dia chegar, pegar a van e chegar pra assistir esse, que talvez seja, o único e último show do Little Joy em terras pernambucanas. Garanto que entrarei na fila para pegar as primeiras cadeiras, será uma árdua missão, mas hei de angariar esse lugar ao sol. Aquele público recifense é chato, mas eu sou de lá, tentarei ser mais que eles. Depois do show eu postarei uma resenha sobre o evento. Vou colocar uns vídeos aqui embaixo pra quem não viu ou pra quem quer ver novamente.
No One´s Better Sake
Next Time Around
É o rock!
Novembro 28, 2008
Ontem, na Assembléia Legislativa, foi realizada a 3ª entrega do Prêmio Rock Potiguar. Assim que cheguei, logo observei algo diferente. Tinha mais gente estranha (funcionários da assembléia) do que pessoas que participam da pseudo-cena rock da cidade e ainda um grupo de mpb fazendo o som ambiente, enfim, ao poucos os rockers foram chegando e logo o salão lotou. Rodrigo colocou The Volta, banda que ele produz, para tocar antes de abrir o evento, pra mim uma péssima escolha, suportei o máximo que pude, aí encontrei alguns comparsas e fui me distrair, ô som ruim viu? Depois do momento sonoro e do bate-papo nos bastidores, começa o que realmente interessa, a entrega dos prêmios. O SeuZé levou tudo, ou quase tudo, inclusive eu, que trabalhei num clipe pra eles, ganhei meu troféu. O produtor Anderson Foca também levou uns prêmios e o Lunares levou o de revelação do rock.
A intenção do idealizador do prêmio, Rodrigo Cruz, é boa, mas todos que estão envolvidos realmente com o que acontece por aqui, perceberam que o cara está um pouco desatualizado, bandas que acabaram estavam concorrendo, bandas que já não circulam tanto na cena também concorreram e ainda, pra acabar, usou o pior critério para premiar as bandas, o tal do voto popular, quem entrasse no site votava livremente, um erro. O evento como um todo estava bagunçado, tanto na apresentação como na platéia, que mostrou mais uma vez imaturidade, promoveram baderna e piadinhas fora de hora que tiraram a já reduzida seriedade da festa. Saldo final, pra mim, foi negativo, torço para que no próximo ano os critérios mudem e que Rodrigo saia de casa pra ver o que realmente acontece por aqui pra não fazer mais um evento sem brilho como o que aconteceu ontem.
RollingStone e suas listas
Novembro 24, 2008
No mês de aniversário de dois anos no Brasil, a revista RollingStone trás uma lista que enumera os 100 artistas mais importantes da música nacional. Coloquei os 10 primeiros aqui e farei um breve comentário sobre cada artista. Confesso que não concordei com tudo, muito menos com a posição dos outros 90, por isso que não ouso fazer uma lista dessas, mas já que a RS fez, então vamos analisar.
RollingStone:
1. Tom Jobim: Merecido. Foi um dos criadores da Bossa Nova, movimento que praticamente direcionou os olhos do resto do mundo para o Brasil, Tom é uma referência quando se trata de música brasileira. Ao longo de sua carreira como maestro, pianista, arranjador e o caraio a quatro, compôs grandes clássicos da música nacional e internacional, consolidou grandes parcerias com alguns integrantes do restante dessa lista e algumas personalidades gringas. Certamente essa não é a primeira e não será a última lista que ele encabeça. Foi um gênio da música.
2. João Gilberto: O cara mais chato da música brasileira, foi “vice”, mas bastante merecido, ele, ao lado de Tom, criou a Bossa Nova. Com a imensa e constante ajuda do parceiro, ele lançou o disco Chega de Saudade (1959), um disco necessário em qualquer discografia de um amante de música nacional. A forma de cantar sem fazer força e tocar violão de um jeito bem cadenciada, é característica marcante desse baiano de Juazeiro, apesar de ser, quase sempre, intérprete (ele compôs algumas letras), influênciou toda uma geração de artistas nacionais e com o sucesso de suas músicas no exterior, também conseguiu fazer algumas grandes parcerias em gravações com artistas estrangeiros. Hoje em dia ele prefere ficar em casa e fazer um ou dois shows a cada ano para dizer que não está morto.
3. Chico Buarque: “Sim, sua mulher daria para o Chico Buarque”. Certamente você já ouviu esse provérbio chinês algum dia na sua vida, mas, sinceramente, ele é tão verdadeiro que é quase uma lei. Desde de jovem, Chiquinho costumava andar com os intelectuais cabeçudos da época, nasceu em berço de ouro e deu nisso que é hoje. Dentre todas as fases que já passou na música, nenhuma diminuiu a outra, pelo contrário, todas se aglutinam e revelam a face de um dos maiores compositores da música nacional. Ele é, praticamente, unanimidade entre críticos e público, suas obras são aclamadas e serão por muito tempo. Só não ficou em primeiro porque, deve ter pego umas dicas de como tocar violão com o maestro Tom e de como cantar (ruim) com João Gilberto.
4. Caetano Veloso: O superbacana Caetano Veloso se saiu bem, acho que o 4º lugar é justo, foi um dos fundadores da Tropicália, movimento que colocou um pouco de tempero na música nacional e ninguém nunca esquecerá disso. Com uma criatividade anormal, fez um dos melhores discos que eu já escutei, o Transa (1972), e possui uma invejável discografia, eu diria que ele é o camaleão da música nacional, entre no Google e veja as fotos de cada fase dele, se prepare. Caê nunca escondia sua posição política e por isso não era amigo dos militares, foi exilado e tudo mais. Até hoje não revelou sua preferência sexual, mas acredito que ele já experimentou de tudo, na música, no cinema e no teatro, por isso está nessa posição. Coincidência ou não ele saiu de quatro na lista.
5. Jorge Ben Jor: Há quem discorde dessa posição conquistada por Jorge Ben (Jor), mas eu andei pensando e vi que isso é um reconhecimento a esse grande compositor brasileiro. Ele, no começo, queria ser João Gilberto, mas faltava técnica suficiente pra tocar violão, como viu que não conseguiria, começou a tocar do seu jeito e aí foi o gol de placa. Criador de verdadeiras obras-primas da música nacional como o Samba Esquema Novo (1969) e a trinca Tábua de Esmeralda (1974), Solta o Pavão (1975) e África Brasil (1976), Jorge Ben, como costumo dizer, era o artista marginal da época, passeou pela Tropicália, namorou com a Jovem-Guarda e paquerou a Bossa Nova, mas foi no Samba-Rock, sua criação, que esse carioca mostrou sua verdadeira importancia para a música brasileira e mundial.
6. Roberto Carlos: O “Rei”, certamente, é um dos artistas mais populares desse país, se a lista fosse dos 100 mais conhecidos, ele ganharia fácil. Roberto Carlos já passou por tantas fases que eu não consigo enumerá-las aqui, são tantos sucessos radiofônicos; discos vendidos; corações partidos e claro, talento de sobra, que ele virou artista exclusivo da Rede Globo e ganhou em troca um programa especial que vai ao ar todo fim de ano. Sua popularidade ainda é grande, o que não falta são artistas covers para relembrar os seus grandes sucessos, visto que depois da morte de Maria Rita, ele resolveu tirar umas longas férias. Mesmo assim, ele é e sempre será o “Rei”.
7. Noel Rosa: A complicação no parto caracterizou a imagem de Noel Rosa, um sambista que compôs umas trocentas canções a base de seu bandolim e violão. Com certeza você já ouviu algumas canções dele sendo interpretada por outros artistas nacionais. Conseguiu, na época, unir a “turma do samba” que era dividida, juntou a turma do morro com a do asfalto e isso mudou a história desse gênero musical.
8. Cartola: O criador da Estação Primeira de Mangueira, uma das Escolas de Samba mais famosas do país, autor de discos antológicos como o Cartola (1976) e o Verde que te Quero Rosa (1977). Pertecente à velha-guarda do samba, compôs outras trocentas músicas com qualidade sonora e, principalmente, poética. Ouso a dizer que o samba só é samba por causa de Cartola. Merecida posição.
9. Tim Maia: Gosto muito do Tim Maia, principalmente da fase Racional, mas não sei se ele mereceria ficar entre os 10 mais importantes da música nacional. Talvez sua rebeldia e seu jeito escroto de lidar com a mídia e o público da época, tenha tornado sua imagem querida e admirada por muitos. Pra mim é um dos grandes da música nacional, mas acho que existiu(e) gente mais importante que ele. Tim Maia é muito bom, mas forçaram a barra.
10. Gilberto Gil: O ex-ministro Gilberto Gil tem bons serviços prestados à música brasileira, mas não o colocaria entre os 10 mais importantes. É louvável seu papel na Tropicália, mas não acho seu trabalho genial, talvez seja ignorância minha, mas entre ele e Caetano, eu sempre fui mais o superbacana.
Clique aqui para ver o resto da lista.
Quem é vivo sempre aparece
Outubro 17, 2008
Não tenho medo dizer que Oasis é uma das minhas bandas preferidas do cenário pop britânico. Sou aquele fã de ter todos os álbuns; conhecer muitos b-sides; saber o nome de cada integrante e algumas coisitas mais que envolvem o grupo. Até então tudo normal, mas confesso que ultimamente minha relação com a banda estava morna, havia algum tempo que não escutava um disco sequer dos caras e, sinceramente, os motivos foram simplesmente a descoberta de outras coisas tão boas ou melhor quanto.
Voltando no tempo, em meados de 94, chega às lojas o Definitely Maybe, um disco clássico da banda, que abriu as portas do mercado para eles. Quem é fã sabe que esse é, sem dúvidas, o melhor disco dos caras, por ser o primeiro, os caras estavam fervendo e ávidos em abraçar o mundo com as pernas. Dois anos depois surge o álbum (What´s the Story) Morning Glory , que veio consagrar a banda como uma das mais importantes da década de 90, emplacou sucessos nas rádios e em algumas novelas brazucas, eles chegaram ao estrelato. Pois bem, as consequências poderiam não ser boas após esses dois primeiros discos e, realmente, não foram. Em 97, chega às lojas o Be Here Now, disco com mais excesso de “viagens”, que os irmãos Gallagher fizeram, haja vista a quantidade de drogas que Noel Gallagher consumiu para gravar esse álbum, aliás, todos eles chegaram ao extremo, e assumem que o álbum foi um fracasso, tanto é que hoje nenhuma música deste disco é executada nos shows dos caras, eu, como fã, gosto do álbum, só acho que a quantidade cavalar de cocaína acabou tirando um pouco a percepção deles.
Lançaram um disco de b-sides, o The Masterplan (1998), e em seguida surgiram as mudanças na formação da banda, mas os irmãos Gallagher continuavam firmes e fortes, então veio o Standing On The Shoulders of Giants (2000), depois o Heathen Chemistry (2002), este último emplacou alguns hits. Nesses dois álbuns, notava-se alguma mudança, mas era inevitável o questionamento dos fãs sobre a idéia de que o Oasis não fariam mais um disco como o seus dois primeiros, sendo que para mim, ambos os discos tinham e tem sua qualidade, a diferença básica é que os tempos eram outros e os irmãos Gallagher tinham que se adaptar.
Após um recesso de 3 anos, sai o Don´t Believe The Truth, um álbum que mostrou uma evolução da banda, um sinal de que eles estavam se encontrando novamente como músicos, mas ainda não era o ponto ideal, alguns pecados ainda foram cometidos, porém, o importante é que era notória a intenção da banda de amadurecer. Eis que agora, no segundo semestre de 2008 surge o Dig Out Your Soul, o mais novo e interessante trabalho do grupo de Manchester. A semente plantada no disco anterior floreceu, agora temos, finalmente, o amadurecimento dos irmãos Gallagher (já estava passando da hora). Fiz apenas uma audição e gostei do que ouvi, fiquei surpreso, as melodias estão com mais punch e nada de excessos, deu pra notar que esses problemas foram sanados e aquelas baladas mela-cueca, felizmente, não apareceram nesse álbum, enfim, um disco que marca a retomada do Oasis ao cenário pop e o coloca numa posição respeitável novamente. Para quem chegou achar que a fonte tinha secado, afirmo que se enganou, pois os irmãos marketeiros ainda tem muito o que mostrar e Dig Out Your Soul é prova disso, um álbum musicalmente redondinho, sem nenhuma faixa que comprometa a qualidade, porque, graças a God, é um disco todo rock. E minha relação com banda, que andava um pouco morna, agora está reatada.
Já tem data certa para chegar
Outubro 17, 2008
Para a alegria da gurizada, os rapazes do Franz Ferdinand revelaram o dia do lançamento do disco Tonight: Franz Ferdinand, nome este que já havia sido divulgado há alguns meses. O produto estará à disposição nas lojas do Reino Unido no dia 26 de janeiro, nos EUA no dia seguinte e na internet, se tivermos sorte, alguns dias antes do lançamento oficial. O grupo se apresentou em Nova York e agraciou os espectadores com algumas canções do novo disco, deixando o público ancioso. Enquanto isso ficamos por aqui aguardando o novo trabalho dos caras e rezando para que vaze na net o quanto antes.
A liberdade de Marcelo Camelo
Outubro 15, 2008
Dia 8 de setembro chegou às lojas do ramo o novo cd do ex-hermano Marcelo Camelo, intitulado de Sou, mas na arte do encarte se virarmos de cabeça para baixo perceberemos Nós. Tratando-se de um ex-hermano, trocadilhos espertos como esse não poderiam faltar, não é?
O tempo passa e Camelo faz por onde ficar mais velho, ou, no mínimo, de aparentar-se como tal. A questão é que, de fato, ele está mais maduro, parece finalmente ter se encontrado como músico, compositor e artista, livrou-se do fardo de liderar uma das bandas mais aclamadas e idolatradas por universitários e estudantes de comunicação de todo o Brasil, e, mergulhou fundo na sua intimidade para fazer esse disco.
Camelo fez uma parceria com o Terra Sonora para disponibilizar 10 das 14 faixas do seu álbum na internet no formato mp3, uma boa e infalível jogada de marketing, visto que uma semana após o lançamento das faixas na web, o público do Festival Coquetel Molotov, em Recife, cantava todas as faixas em alto e bom som. Lógico que a oportunidade de tocar na capital pernambucana veio a calhar, haja vista a quantidade de hermaníacos que aquela cidade comporta e o fato que Camelo esbanja carinho por aquele lugar e pelo seus fãs. Vale lembrar que ele mesmo ressaltou, eufórico, em algum momento do memorável show: “tinha de ser aqui, tinha de ser hoje, tinha de ser no Recife e tinha de ser com vocês”.
Falando especificamente do disco, a presença da banda Hurtmold e seu instrumental impecável mostra as intenções do ex-hermano em ser o mais forte candidato a ícone da mpb. Pode-se perceber isso na faixa de abertura Téo e a Gaivota que abusa dos detalhes sonoros e, em alguns momentos, você pensa em dormir, mas chega o refrão que tem um balanço bacana e então você acorda, mas depois termina e você pensa logo em passar a faixa para Tudo Passa que tem um título manjado no qual você pensa se Camelo não tinha um nome melhor para a faixa, mas tudo bem, a música tem cara que estaria no possível cd novo do Los Hermanos, ou seria um bom b-side do 4.
Passeando é aquela faixa cabeçuda, onde Camelo mostra sua evolução como violonista e ao fim do dedilhado encaixa algumas palavras para dar aquele charme que não falta aos artistas da mpb. Em seguida temos Doce Solidão que tem um assobio pegajoso, porém, interessante. O ex-hermano tenta afagar os fãs orfãos do Los Hermanos simplesmente dizendo que mesmo sem a banda ele continua sendo bom, e o pior, a música prova que ele está certo. Janta conta com a participação da mais nova pop-star da internet, a jovem Mallu Magalhães, que faz um dueto com Camelo, ora cantando em inglês, ora em português, eis uma das boas faixas do disco que rendeu até choro da menina no instante em que subiu no palco para cantar com ele no Recife.
Mais Tarde, para mim é a melhor de todas, essa é a música mais Los Hermanos do disco e me faz perguntar porque essa música não entrou no disco 4, ao menos melhoraria o conceito do disco. Liberdade é a faixa que mostra toda “vontade” que Marcelo Camelo tinha de continuar com seus queridos hermanos. A participação de Dominguinhos deu brilho à melodia, mais uma boa faixa do disco. Saudade segue a linha instrumental cabeçuda, Menina Bordada e Vida Doce são faixas alegres, mas o ponto alto é a marchinha Copacabana, que me faz relembrar que Camelo é entusiasta desse formato musical e que eu também sou, música muito boa. Santa Chuva, que foi gravada por Maria Rita, ganhou uma versão original, e por incrível que pareça, ficou mais melancólica, do jeito que ele gosta.
Sou ou Nós, como preferirem, apesar de muitos detalhes e estéticas diferentes, não soa pretencioso. É a cara do Marcelo Camelo, que na verdade, nunca soube fazer rock, mas gostava de caminhar por esse lado obscuro e rebelde da música, e hoje prova, mais uma vez, que aquele não era o seu lugar. Agora sim, nesse disco, podemos ver quem é o verdadeiro Camelo e qual sua verdadeira forma de se expressar musicalmente. Vejo esse cd inteiramente instrospectivo, mas que, ao mesmo tempo, abre espaço para mergulharmos no universo solitário do ex-hermano. Um grande e bem feito disco, porém, eu ainda sinto falta do Los Hermanos.















